quarta-feira, 14 de dezembro de 2016

Fim de ano na AADA

“Natal Solidário” na AADA tem presentes, doces e mágica

A quinta-feira do dia 8 de dezembro foi especial para crianças, adolescentes e jovens surdos atendidos pela AADA. De manhã, o “Bom Velhinho” visitou a garotada e distribuiu presentes e doces. Além disso, teve café festivo preparado pelas famílias e também a apresentação da Companhia Homens de Palha de Circo e Teatro, de São José dos Campos, que iniciou no mesmo dia a itinerância do espetáculo de mágica “O Sumiço do Mágico Abracadabrus”, contemplado pelo Fundo Municipal de Cultura.
Os presentes foram doados pelo setor de Ação Social da Igreja Metodista, de São José dos Campos. “Conhecemos a AADA pelo curso de Língua Brasileira de Sinais (LIBRAS). Sabemos que se trata de uma instituição séria, vemos o trabalho e o esforço de todos ali. Por isso, sempre estamos dispostos a ajudar”, conta a coordenadora Tânia Gonçalves Melo. Já as caixas de bombons vieram por meio de uma ação da empresa Laboral Time, de consultoria em ginástica laboral e palestras, junto aos seus clientes.
No espetáculo de mágica, o palhaço “Pinote”, interpretado pelo ator e pesquisador Rodolpho Pinotti, contou com a ajuda das crianças para tentar desvendar o mistério que envolve o desaparecimento do mágico “Abracadabrus”, em um camarim abandonado, cenário da peça, cheio de pistas e truques repletos de cores, movimentos e também sons. A montagem contou com o acompanhamento musical (charanga) do músico e pesquisador Johnny Gouvêa. A criançada ainda participou de uma oficina de malabares.

Johnny Gouvêa - músico da charanga

Crianças interagem com o palhaço "Pinote" na peça que aborda a prática da mágica

Espetáculo ‘na mochila’
Segundo a coordenadora de projetos da AADA, Jussara Pellini, a iniciativa de se apresentar na AADA partiu da própria companhia. “Nossa proposta, depois de um tempo necessário dedicado à pesquisa das linguagens do circo e do teatro, é montar um espetáculo, colocá-lo ‘na mochila’ e circular em praças, feiras e demais locais onde não haja casas de cultura por perto, e também em instituições filantrópicas, como ONGs, asilos, orfanatos, entre outros”, conta Pinotti (confira a agenda de espetáculos).
A escolha da AADA para iniciar a circulação deste novo trabalho da trupe não foi por acaso. Em 2002, então na Companhia Sem Máscaras de Teatro, Rodolpho Pinotti foi protagonista na montagem “Romeu e Julieta”, de William Shakespeare, dirigida por Valter Vanir Coelho, totalmente em LIBRAS.
“A AADA desenvolve um trabalho muito legal e eu já tinha um contato com a Silvana Trigo [presidente da associação], justamente por conta de ‘Romeu e Julieta’. Além disso, estudei pedagogia e também um pouco sobre a caminhada do surdo e de como é difícil essa questão da inclusão, que e é justamente um dos tópicos do nosso projeto de pesquisa em teatro”, finaliza o ator e pesquisador.
Acompanhe pela nossa fanpage outros momentos desse dia especial!


sexta-feira, 9 de dezembro de 2016

Afinal, o que significa a proposta de “teatro inclusivo”?

Silvia Soares, Carol Toledo e Osni Antonio Henrique, que assinam a concepção artística e preparação de elenco do espetáculo “Baú de Histórias”, da Trupe Sentidos, acreditam que cada pessoa merece a oportunidade de se inserir na sociedade satisfatoriamente, sem importar suas limitações. Mas nem sempre acontece assim.
A projeto da Trupe Sentidos tem como objetivo maior formar pessoas conscientes e competentes 

Para o Osni, uma das prioridades do projeto é precisamente essa: fomentar a cidadania. “Tem pessoas crescendo ao nosso redor que são limitados a determinados tipos de trabalho, então nosso objetivo maior é formar cidadãos, pessoas conscientes e competentes para trabalhar dentro do meio artístico, fazer com que eles sobrevivam com o próprio trabalho, sem o assistencialismo. Isso raramente acontece, poucas vezes se dá essa oportunidade para eles”.
Nesse sentido, Silvia também reafirma a importância da iniciativa para mostrar que “todos temos a capacidade real de transpor obstáculos e sermos capazes de viver em qualquer sociedade, com qualidade e dignidade. Somos todos iguais”.
Além de estimular isso nos jovens que participam do projeto, o espetáculo busca despertar no público a necessidade de fazer algo para mudar a realidade dos indivíduos que tem algum tipo de deficiência e também, como explica a Carol, “quebrar barreiras de comunicação, para que as pessoas entendam tudo o que o grupo irá transmitir por imagens, corpo e sentidos”.
Se você não assistiu o lançamento da Trupe Sentidos na estreia de “Baú de historias”, não se preocupe, ainda tem tempo para disfrutar do mundo de fantasia que o grupo criou para divertir toda a família. Não perca a próxima apresentação no dia 12, às 19h, no Instituto São José – Rua Presidente Wenceslau Bras, 161, Jardim Esplanada. Ingressos à venda na AADA (Avenida São José, 448, Centro, e no local a R$10 (entrada solidária). 

quarta-feira, 7 de dezembro de 2016

“Baú de Histórias” oferece aprendizado contínuo e experiência única a profissionais do teatro

Atores da Trupe Sentidos na estreia do espetáculo "Baú de Histórias"


Com a estreia do espetáculo “Baú de histórias”, no último dia 3, o grupo de teatro “Trupe Sentidos” fez sua primeira apresentação aberta ao público. A próxima apresentação já está confirmada para a próxima segunda-feira, 12, às 19h, no Instituto São José. 
O projeto, que nasceu das oficinas da Associação de Apoio ao Deficiente Auditivo (AADA), tem como principais objetivos enriquecer o desenvolvimento corporal, sensorial e espacial do indivíduo surdo e desenvolver uma proposta de teatro inclusivo que, além de surdos, envolva a participação de atores ouvintes.
O BlogAADA tem acompanhado as noticias da trupe dos sentidos através da publicação de algumas matérias  (“Trupe Sentidos” lança proposta de teatro inclusivo no Vale do Paraíba; Ator de "Baú de Histórias", Diego Bernardo fala da magia do teatro). Nesta semana, você confere depoimentos da equipe técnica da Trupe. Silvia M. Soares, Carol Toledo e Osni Antonio Henrique, responsáveis pela concepção artística e preparação de elenco, contam sobre o processo criativo, as rotinas dos ensaios, a experiência de trabalhar com deficientes auditivos, entre outras impressões desse trabalho de estreia do grupo.
Experiência de aprendizado constante
No “Baú de historias”, Silvia Soares interpreta a palhaça “Risadinha”, uma das crianças que resolve brincar e encontra o livro de histórias. A pedagoga, que desenvolve oficinas de aprendizagem e de teatro na AADA, também é responsável, junto com a filha e voluntária Carol Toledo, pela concepção e montagem desta peça.
 Carol Toledo e Silvia Soares, interpretando às palhaças Simpatia e Risadinha

A educadora conta que “o trabalho de criação tem sido muito produtivo, pois os adolescentes que atuam no espetáculo se envolveram desde o início, participando e opinando em todo o processo. Sempre tenho a consciência de que apenas compartilhamos conhecimentos e que cada um tem algo para complementá-los”.
Sua filha, a atriz Carol Toledo, quem também atua como palhacinha na obra, explica que houve oficinas de teatro semanalmente, nas quais foram abordadas aulas de expressão corporal através de vibração da música assim como exercícios físicos para ‘acordar’ o corpo. “Também aconteceram ensaios aos sábados, em palcos maiores, para melhor adaptabilidade dos locais possíveis para apresentação”.
A jovem acrescenta que a interação do grupo é muito grande e que durante os ensaios o clima tem sido de aprendizado constante, além de muita risada e até “puxão de orelha”, de vez em quando... “Eles ensinam demais! Aprender LIBRAS é simples consequência de tudo o que eles demonstram. São flexíveis, felizes, dispostos, criativos, inteligentes, ótimos atores!”
O ator, professor de teatro e diretor de espetáculos Osni Antônio Henrique foi convidado para ajudar na preparação do elenco, também com foco na expressão corporal. “O trabalho chega a ser algo complexo porque nem todos têm a mesma condição física, o que dificulta fazer alguns exercícios. Estou despertando seus músculos para que consigam desenvolver mais ainda as cenas e não se cansarem tanto e perderem o foco no personagem. Nos ensaios, trabalho muito o alongamento e os exercícios bem leves, em dependência do limite de cada um”, diz o Osni quem também salienta que a montagem desta obra não exigiu tanta prontidão física, mas a próxima, que já estão planejando, vai ser mais intensa.
O professor Osni e os atores da Trupe Sentidos durante uma oficina de teatro na AADA




O professor e os atores da Trupe Sentidos durante uma oficina de teatro na AADA
Em 2017, comenta, “vamos fazer um trabalho mais complexo, inclusive convidamos outro profissional para participar; ele é mais qualificado do que eu no tema da expressão corporal e também vamos fazer uma seleção de mais alguns atores”.
Embora “Baú de histórias” seja o espetáculo de encerramento das atividades da instituição neste ano, as perspectivas são que a partir de 2017 o grupo se torne independente, com apoio da AADA, e passe a contar com profissionais do teatro na região. A ideia, de acordo com os entrevistados, é que o projeto amadureça e cresça cada vez mais e sejam criados espetáculos que possam circular em outras cidades e estados e estabelecer uma companhia profissional, ou seja, que tenha pessoas capazes de ganhar dinheiro com a arte. 

sexta-feira, 2 de dezembro de 2016

Oficina de Blog

Ator de "Baú de Histórias", Diego Bernardo fala da magia do teatro

Pelos corredores e oficinas da AADA não se fala em outra coisa, a não ser da estreia do espetáculo "Baú de Histórias", da Trupe Sentidos, no dia 3 de dezembro, às 19h, no Teatro Univap - Urbanova, com ingressos solidários a R$ 10. Na Oficina de Blog, às quartas-feiras, a atividade de encerramento do projeto-piloto foi um bate-papo com os atores Diego Bernardo e Ana Beatriz Mathioli, que também são alunos da oficina. Depois de receberem orientações sobre como montar uma pauta e técnicas de entrevista, as ideias se transformaram em perguntas e o espaço de aprendizado, mais um momento de descobertas e encantos da arte teatral. Como estão todos ansiosos pela estreia - calma, gente, já está tudo certo, vocês vão arrasar - vamos publicando por aqui o resultado de mais esse exercício de cidadania.

Confira a entrevista com Diego Bernardo, que além de aluno e ator, também é instrutor de LIBRAS na AADA e estudante de Pedagogia, apresentada por Ana Carolina de Jesus, e com a colaboração de  Evelyn Santos, Nathalia Leite e Roseni Santos. 


video


Para quem não sabe, o grupo Teatro Sentidos nasceu das oficinas de técnicas teatrais e expressão corporal da AADA com jovens surdos e conta também com atores ouvintes. A concepção do espetáculo "Baú de Histórias" é de Sílvia e Carol Toledo, e preparação de elenco de Osni Antonio Henrique. A partir do ano que vem, o elenco inicia seu voo solo, com apresentações cada vez mais profissionais, sob a chancela da produtora cultural Silvana Fabrício, e a apoio da AADA, sempre!

Trupe Sentidos apresenta “Baú de Histórias”

 - Dia 3/12, às 19h, Teatro Univap – Avenida Shishima Hifumi, 2911, Urbanova – São José dos Campos. Ingressos: R$10. Pontos de venda: antecipados na AADA (Avenida São José, 448, próximo ao Terminal Central), e na bilheteria do teatro.