quarta-feira, 14 de dezembro de 2016

Fim de ano na AADA

“Natal Solidário” na AADA tem presentes, doces e mágica

A quinta-feira do dia 8 de dezembro foi especial para crianças, adolescentes e jovens surdos atendidos pela AADA. De manhã, o “Bom Velhinho” visitou a garotada e distribuiu presentes e doces. Além disso, teve café festivo preparado pelas famílias e também a apresentação da Companhia Homens de Palha de Circo e Teatro, de São José dos Campos, que iniciou no mesmo dia a itinerância do espetáculo de mágica “O Sumiço do Mágico Abracadabrus”, contemplado pelo Fundo Municipal de Cultura.
Os presentes foram doados pelo setor de Ação Social da Igreja Metodista, de São José dos Campos. “Conhecemos a AADA pelo curso de Língua Brasileira de Sinais (LIBRAS). Sabemos que se trata de uma instituição séria, vemos o trabalho e o esforço de todos ali. Por isso, sempre estamos dispostos a ajudar”, conta a coordenadora Tânia Gonçalves Melo. Já as caixas de bombons vieram por meio de uma ação da empresa Laboral Time, de consultoria em ginástica laboral e palestras, junto aos seus clientes.
No espetáculo de mágica, o palhaço “Pinote”, interpretado pelo ator e pesquisador Rodolpho Pinotti, contou com a ajuda das crianças para tentar desvendar o mistério que envolve o desaparecimento do mágico “Abracadabrus”, em um camarim abandonado, cenário da peça, cheio de pistas e truques repletos de cores, movimentos e também sons. A montagem contou com o acompanhamento musical (charanga) do músico e pesquisador Johnny Gouvêa. A criançada ainda participou de uma oficina de malabares.

Johnny Gouvêa - músico da charanga

Crianças interagem com o palhaço "Pinote" na peça que aborda a prática da mágica

Espetáculo ‘na mochila’
Segundo a coordenadora de projetos da AADA, Jussara Pellini, a iniciativa de se apresentar na AADA partiu da própria companhia. “Nossa proposta, depois de um tempo necessário dedicado à pesquisa das linguagens do circo e do teatro, é montar um espetáculo, colocá-lo ‘na mochila’ e circular em praças, feiras e demais locais onde não haja casas de cultura por perto, e também em instituições filantrópicas, como ONGs, asilos, orfanatos, entre outros”, conta Pinotti (confira a agenda de espetáculos).
A escolha da AADA para iniciar a circulação deste novo trabalho da trupe não foi por acaso. Em 2002, então na Companhia Sem Máscaras de Teatro, Rodolpho Pinotti foi protagonista na montagem “Romeu e Julieta”, de William Shakespeare, dirigida por Valter Vanir Coelho, totalmente em LIBRAS.
“A AADA desenvolve um trabalho muito legal e eu já tinha um contato com a Silvana Trigo [presidente da associação], justamente por conta de ‘Romeu e Julieta’. Além disso, estudei pedagogia e também um pouco sobre a caminhada do surdo e de como é difícil essa questão da inclusão, que e é justamente um dos tópicos do nosso projeto de pesquisa em teatro”, finaliza o ator e pesquisador.
Acompanhe pela nossa fanpage outros momentos desse dia especial!


sexta-feira, 9 de dezembro de 2016

Afinal, o que significa a proposta de “teatro inclusivo”?

Silvia Soares, Carol Toledo e Osni Antonio Henrique, que assinam a concepção artística e preparação de elenco do espetáculo “Baú de Histórias”, da Trupe Sentidos, acreditam que cada pessoa merece a oportunidade de se inserir na sociedade satisfatoriamente, sem importar suas limitações. Mas nem sempre acontece assim.
A projeto da Trupe Sentidos tem como objetivo maior formar pessoas conscientes e competentes 

Para o Osni, uma das prioridades do projeto é precisamente essa: fomentar a cidadania. “Tem pessoas crescendo ao nosso redor que são limitados a determinados tipos de trabalho, então nosso objetivo maior é formar cidadãos, pessoas conscientes e competentes para trabalhar dentro do meio artístico, fazer com que eles sobrevivam com o próprio trabalho, sem o assistencialismo. Isso raramente acontece, poucas vezes se dá essa oportunidade para eles”.
Nesse sentido, Silvia também reafirma a importância da iniciativa para mostrar que “todos temos a capacidade real de transpor obstáculos e sermos capazes de viver em qualquer sociedade, com qualidade e dignidade. Somos todos iguais”.
Além de estimular isso nos jovens que participam do projeto, o espetáculo busca despertar no público a necessidade de fazer algo para mudar a realidade dos indivíduos que tem algum tipo de deficiência e também, como explica a Carol, “quebrar barreiras de comunicação, para que as pessoas entendam tudo o que o grupo irá transmitir por imagens, corpo e sentidos”.
Se você não assistiu o lançamento da Trupe Sentidos na estreia de “Baú de historias”, não se preocupe, ainda tem tempo para disfrutar do mundo de fantasia que o grupo criou para divertir toda a família. Não perca a próxima apresentação no dia 12, às 19h, no Instituto São José – Rua Presidente Wenceslau Bras, 161, Jardim Esplanada. Ingressos à venda na AADA (Avenida São José, 448, Centro, e no local a R$10 (entrada solidária). 

quarta-feira, 7 de dezembro de 2016

“Baú de Histórias” oferece aprendizado contínuo e experiência única a profissionais do teatro

Atores da Trupe Sentidos na estreia do espetáculo "Baú de Histórias"


Com a estreia do espetáculo “Baú de histórias”, no último dia 3, o grupo de teatro “Trupe Sentidos” fez sua primeira apresentação aberta ao público. A próxima apresentação já está confirmada para a próxima segunda-feira, 12, às 19h, no Instituto São José. 
O projeto, que nasceu das oficinas da Associação de Apoio ao Deficiente Auditivo (AADA), tem como principais objetivos enriquecer o desenvolvimento corporal, sensorial e espacial do indivíduo surdo e desenvolver uma proposta de teatro inclusivo que, além de surdos, envolva a participação de atores ouvintes.
O BlogAADA tem acompanhado as noticias da trupe dos sentidos através da publicação de algumas matérias  (“Trupe Sentidos” lança proposta de teatro inclusivo no Vale do Paraíba; Ator de "Baú de Histórias", Diego Bernardo fala da magia do teatro). Nesta semana, você confere depoimentos da equipe técnica da Trupe. Silvia M. Soares, Carol Toledo e Osni Antonio Henrique, responsáveis pela concepção artística e preparação de elenco, contam sobre o processo criativo, as rotinas dos ensaios, a experiência de trabalhar com deficientes auditivos, entre outras impressões desse trabalho de estreia do grupo.
Experiência de aprendizado constante
No “Baú de historias”, Silvia Soares interpreta a palhaça “Risadinha”, uma das crianças que resolve brincar e encontra o livro de histórias. A pedagoga, que desenvolve oficinas de aprendizagem e de teatro na AADA, também é responsável, junto com a filha e voluntária Carol Toledo, pela concepção e montagem desta peça.
 Carol Toledo e Silvia Soares, interpretando às palhaças Simpatia e Risadinha

A educadora conta que “o trabalho de criação tem sido muito produtivo, pois os adolescentes que atuam no espetáculo se envolveram desde o início, participando e opinando em todo o processo. Sempre tenho a consciência de que apenas compartilhamos conhecimentos e que cada um tem algo para complementá-los”.
Sua filha, a atriz Carol Toledo, quem também atua como palhacinha na obra, explica que houve oficinas de teatro semanalmente, nas quais foram abordadas aulas de expressão corporal através de vibração da música assim como exercícios físicos para ‘acordar’ o corpo. “Também aconteceram ensaios aos sábados, em palcos maiores, para melhor adaptabilidade dos locais possíveis para apresentação”.
A jovem acrescenta que a interação do grupo é muito grande e que durante os ensaios o clima tem sido de aprendizado constante, além de muita risada e até “puxão de orelha”, de vez em quando... “Eles ensinam demais! Aprender LIBRAS é simples consequência de tudo o que eles demonstram. São flexíveis, felizes, dispostos, criativos, inteligentes, ótimos atores!”
O ator, professor de teatro e diretor de espetáculos Osni Antônio Henrique foi convidado para ajudar na preparação do elenco, também com foco na expressão corporal. “O trabalho chega a ser algo complexo porque nem todos têm a mesma condição física, o que dificulta fazer alguns exercícios. Estou despertando seus músculos para que consigam desenvolver mais ainda as cenas e não se cansarem tanto e perderem o foco no personagem. Nos ensaios, trabalho muito o alongamento e os exercícios bem leves, em dependência do limite de cada um”, diz o Osni quem também salienta que a montagem desta obra não exigiu tanta prontidão física, mas a próxima, que já estão planejando, vai ser mais intensa.
O professor Osni e os atores da Trupe Sentidos durante uma oficina de teatro na AADA




O professor e os atores da Trupe Sentidos durante uma oficina de teatro na AADA
Em 2017, comenta, “vamos fazer um trabalho mais complexo, inclusive convidamos outro profissional para participar; ele é mais qualificado do que eu no tema da expressão corporal e também vamos fazer uma seleção de mais alguns atores”.
Embora “Baú de histórias” seja o espetáculo de encerramento das atividades da instituição neste ano, as perspectivas são que a partir de 2017 o grupo se torne independente, com apoio da AADA, e passe a contar com profissionais do teatro na região. A ideia, de acordo com os entrevistados, é que o projeto amadureça e cresça cada vez mais e sejam criados espetáculos que possam circular em outras cidades e estados e estabelecer uma companhia profissional, ou seja, que tenha pessoas capazes de ganhar dinheiro com a arte. 

sexta-feira, 2 de dezembro de 2016

Oficina de Blog

Ator de "Baú de Histórias", Diego Bernardo fala da magia do teatro

Pelos corredores e oficinas da AADA não se fala em outra coisa, a não ser da estreia do espetáculo "Baú de Histórias", da Trupe Sentidos, no dia 3 de dezembro, às 19h, no Teatro Univap - Urbanova, com ingressos solidários a R$ 10. Na Oficina de Blog, às quartas-feiras, a atividade de encerramento do projeto-piloto foi um bate-papo com os atores Diego Bernardo e Ana Beatriz Mathioli, que também são alunos da oficina. Depois de receberem orientações sobre como montar uma pauta e técnicas de entrevista, as ideias se transformaram em perguntas e o espaço de aprendizado, mais um momento de descobertas e encantos da arte teatral. Como estão todos ansiosos pela estreia - calma, gente, já está tudo certo, vocês vão arrasar - vamos publicando por aqui o resultado de mais esse exercício de cidadania.

Confira a entrevista com Diego Bernardo, que além de aluno e ator, também é instrutor de LIBRAS na AADA e estudante de Pedagogia, apresentada por Ana Carolina de Jesus, e com a colaboração de  Evelyn Santos, Nathalia Leite e Roseni Santos. 


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Para quem não sabe, o grupo Teatro Sentidos nasceu das oficinas de técnicas teatrais e expressão corporal da AADA com jovens surdos e conta também com atores ouvintes. A concepção do espetáculo "Baú de Histórias" é de Sílvia e Carol Toledo, e preparação de elenco de Osni Antonio Henrique. A partir do ano que vem, o elenco inicia seu voo solo, com apresentações cada vez mais profissionais, sob a chancela da produtora cultural Silvana Fabrício, e a apoio da AADA, sempre!

Trupe Sentidos apresenta “Baú de Histórias”

 - Dia 3/12, às 19h, Teatro Univap – Avenida Shishima Hifumi, 2911, Urbanova – São José dos Campos. Ingressos: R$10. Pontos de venda: antecipados na AADA (Avenida São José, 448, próximo ao Terminal Central), e na bilheteria do teatro.


terça-feira, 29 de novembro de 2016

Hoje é dia de doar!


A Associação de Apoio ao Deficiente Auditivo, #AADAsjc, convida você para participar da campanha #forçapraterminar e contribuir com sua doação para a conclusão das obras de adequação acústica das nossas salas de atendimento.


A iniciativa faz parte do #dia de doar. Realizado em vários países, o Brasil aderiu à campanha em 2013 para promover a solidariedade e a sustentabilidade de organizações da sociedade civil. O objetivo do Dia de Doar é estimular pessoas e entidades a doarem qualquer coisa que tenham e que possa ser repartida entre os demais que precisam. Neste ano, a data é celebrada hoje, 29 de novembro.

Nas ultimas semanas, a sede da AADA tem recebido obras de manutenção que contribuirão para melhor atendimento dos deficientes auditivos e suas famílias, mas ainda precisamos de uma força para terminar alguns detalhes em três salas. Nossa associação agradece qualquer quantia que você ou sua empresa possa doar. Caso que tenha interesse em juntar-se a nós confira embaixo nossos dados bancários. Seja um doador e ajude a gente a fazer a diferença!


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quinta-feira, 17 de novembro de 2016

teatro inclusivo

“Trupe Sentidos” lança proposta de teatro inclusivo no Vale do Paraíba



Tinha tudo para ser um espetáculo teatral de fim de ano da Associação de Apoio ao Deficiente Auditivo (AADA), de São José dos Campos. Mas eles querem mais que um encerramento. Querem um teatro inclusivo, capaz de reunir em uma montagem, em uma trupe, pessoas surdas e ouvintes, que abuse das cores, sons, gestos e, claro, LIBRAS (Língua Brasileira de Sinais) para promover, através da arte, a tão sonhada inclusão social. Está em curso a contagem regressiva para o lançamento da Trupe Sentidos – com a estreia do espetáculo “Baú de Histórias”, em 3/12, às 19h, no Teatro Univap Urbanova, em São José dos Campos. O BlogAADA entrevista a produtora teatral Silvana Fabrício, convidada para assumir a coordenação do grupo em 2017, quando a AADA passará de incubadora à apoiadora da Trupe Sentidos. A tendência é que outros profissionais da área na região somem talentos e saberes à iniciativa.

“É através dos sentidos que experienciamos o mundo a nossa volta e construímos nossa identidade, influenciando e sendo influenciados pelo ambiente e pelas pessoas ao nosso redor. O intuito da Trupe dos Sentidos é mostrar e explorar essa experiência sem o auxílio constante da fala, que é como nós, ouvintes, estamos habituados”.

Silvana trás na bagagem dois anos de produção executiva à frente da Cia. Teatro da Cidade, de São José dos Campos, e também do Mapa Cultural Paulista, em 2014, projeto do governo do Estado de São Paulo.

Confira a entrevista completa:


BlogAADA: Como nasceu a Trupe dos Sentidos?

Silvana Fabrício: O grupo surgiu este ano a partir de uma oficina de dramatização para desenvolvimento de habilidades dos alunos da Associação de Apoio ao Deficiente Auditivo (AADA). Ao todo, são nove integrantes no elenco de “Baú de Histórias”, todos usam LIBRAS. Seis deles são surdos (Diego Bernardo, 18 anos, Gisleno Pereira, 18, Ana Beatriz Mathioli, 18, Erivan da Silva, 19, Denis da Silva, 25, e Pedro Henrique Andrade, de 17), e os demais, ouvintes (Silvia Soares Toledo, Rosinalva Mathioli e Carol Toledo).

BlogAADA: A Trupe Sentidos traz novas possibilidades de desenvolvimento para os alunos da AADA?

Silvana Fabrício: O desenvolvimento individual e coletivo através do teatro traz resultados para a vida como um todo, e essa foi a motivação principal: o desenvolvimento individual e coletivo dos alunos, fazendo com que eles alcancem os seus objetivos na vida cotidiana e descubram habilidades até então encobertas, desenvolvendo potencialidades individuais, cada um dentro do seu limite.

BlogAADA: Por que Trupe Sentidos?

Silvana Fabrício: Somos a Trupe Sentidos, pois, é através dos sentidos que experienciamos o mundo a nossa volta e construímos nossa identidade, influenciando e sendo influenciados pelo ambiente e pelas pessoas ao nosso redor. O intuito é mostrar e explorar essa experiência sem o auxílio constante da fala, que é como nós, ouvintes, estamos habituados.

BlogAADA: A peça “Baú de Histórias” representa também uma nova tendência em relação às apresentações teatrais de fim de ano da AADA...

Silvana Fabrício: As apresentações anteriores tinham um caráter informal, com a participação das famílias nas encenações. Para a apresentação deste ano foram introduzidas algumas técnicas teatrais básicas, com o intuito de expandir os conhecimentos e desenvolver as habilidades físicas, emocionais e culturais dos alunos envolvidos, respeitando o estágio em que eles se encontram e estimulando-os a alcançar estágios mais elevados.

BlogAADA: Conte um pouco sobre o espetáculo “Baú de Histórias”!

Silvana Fabrício: O espetáculo conta três histórias: “O Leão e o Ratinho”, “O Coelho e a Tartaruga” e “A Cigarra e a Formiga”. Serão encenados em LIBRAS com algumas falas e músicas gravadas. O espetáculo surgiu de um desejo da Sílvia Toledo Soares e Carol Toledo [mãe e filha, profissional e voluntária da AADA, respectivamente], em colocar em prática um projeto que estava arquivado há tempos. Elas viram a possibilidade da montagem com os alunos e, com o apoio da AADA, de mães e colaboradores, começaram os preparativos de cenário, figurino e montagem das cenas.

BlogAADA: O que o público pode esperar dessa montagem de estreia da trupe?

Silvana Fabrício: Um espetáculo sensível, delicado e bem-humorado que nos transporta ao mundo infantil e imaginário com um toque de mágica e encantamento. Com atores ouvintes e não ouvintes, através da música e da LIBRAS, vamos passear entre as histórias “O Leão e o Ratinho” , “O Coelho e a Tartaruga” e “A Cigarra e a Formiga”, na companhia de “Risadinha” e “Simpatia”. Um momento especial para ser experimentado por todos de todas as idades.

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Trupe Sentidos apresenta “Baú de Histórias”

 - Dia 3/12, às 19h, Teatro Univap – Avenida Shishima Hifumi, 2911, Urbanova – São José dos Campos. Ingressos: R$10. Pontos de venda:

- Dia 12/12, às 19h, Teatro Instituto São José – Rua Presidente Wenceslau Bras, 161, Jardim Esplanada. Ingressos: R$10. Pontos de venda:

Mais informações: (12)3943-4729.

Ficha Técnica

“Baú de Histórias”
Concepção e montagem: Silvia Soares e Carol Toledo
Coordenação cênica: Silvia Soares
Produção executiva: Jussara Pellini Alvarenga
Preparação de elenco: Osni Antonio Henrique
Cenário, figurinos e operação de som: Natalia Toledo
Apoio de arte: Silvana Fabrício, Aurineia Figueiredo, Renata Veneziani, Adriana Gomes e Suely Tagawa.
Realização: AADA e Trupe Sentidos
Atores surdos: Diego Bernardo, Gisleno Pereira, Ana Beatriz Mathioli, Erivan da Silva, Denis da Silva e Pedro Henrique Andrade
Atores ouvintes: Silvia Soares Toledo, Rosinalva Mathioli e Carol Toledo





sexta-feira, 4 de novembro de 2016

Um parque, muitas atrações - você tem que ir!!!

Hoje encerramos a série fotográfica “Um parque, muitas atrações”, na qual adolescentes surdos mostraram alguns pontos de visitação do parque Roberto Burle Max através de várias fotorreportagens. Nesta ocasião, os estudantes da Oficina de Blog estiveram em lugares que ressaltam pela beleza da paisagem e a possibilidade de interagir com a natureza.


Borboletário Municipal "Asas de Vidro"


O lugar, aberto ao público em 2013, tem o objetivo de promover a educação ambiental, pois mostra aos visitantes a importância das borboletas na biodiversidade. Esse tipo de inseto desenvolve um papel essencial no ecossistema por meio da polinização, essencial para a reprodução das plantas. Nesse sentido, o borboletário também constitui um espaço para aprender sobre a inter-relação das espécies.


“Asas de Vidro” oferece visitas monitoradas todas as terças e quintas-feiras, dias nos quais as pessoas podem assistir a um vídeo sobre o ciclo de vida desses insetos; conhecer o berçário, onde estão os ovos das borboletas e as lagartas; e um jardim com determinados tipos de plantas que servem de alimento. 


A população tem a possibilidade de visitar o lugar gratuitamente em grupos de 15 pessoas por vez, das 9h às 13h. 


No dia em que as instalações do borboletário ficam fechadas ao público só podem ser observadas pelo lado de fora.

Casa da Ilha

A casa da Ilha, uma antiga casa de colonos construída por volta de 1930, é outro frequente ponto de visitação no Parque da Cidade. Lá a população pode admirar diferentes animais que ficam em seus arredores como capivaras, patos, peixes, tartarugas, além de alguns tipos de insetos. 







Atualmente, o centro faz parte de um projeto de educação ambiental da Prefeitura de São José dos Campos. O lugar tem um viveiro de mudas onde se realizam com frequência oficinas do programa Hortas Urbanas com o objetivo de ensinar algumas noções básicas para cultivar hortaliças, ervas e temperos orgânicos, livres de agrotóxicos.

Residência Olivo Gomes

Construída em 1951 para o Olivo Gomes, antigo proprietário da fábrica de tecelagem Parahyba, a residência constitui um dos principais patrimônios históricos de São José dos Campos e um clássico da arquitetura moderna brasileira. 






Foi o resultado de um projeto desenvolvido pelo arquiteto Rino Levi e o paisagista e artista plástico Roberto Burle Marx. Além dos elementos arquitetônicos, a casa chama a atenção dos visitantes pela beleza dos jardins e espelhos d’água que a rodeiam.




Em 2016 a residência recebeu obras de manutenção e conservação. 

*Participaram desta fotorreportagem: Ana Beatriz Mathioli, Ana Carolina de Jesus, Diego Bernardo, Evelyn Santos, Julia Laurindo, Larissa Naiade, Nathalia Leite e Roseni Santos. 

quarta-feira, 26 de outubro de 2016

Um parque, muitas atrações: Visita monitorada - CooperTextil

Um passeio pela história da indústria têxtil em São José*




Os antigos galpões da Tecelagem Parahyba, fundada em 1925 e que entrou em falência na década de 90, hoje abriga uma cooperativa de trabalhadores, a CooperTextil, que tem como presidente Paulo Roberto Palmeira. As instalações ficam no Parque da Cidade, mas para ter acesso aos galpões é necessária autorização prévia. 



A maioria das pessoas acha que a tecelagem produz apenas cobertores. Por muito tempo esse foi o principal produto da fábrica, entre as décadas de 50 e 70.



 Nessa época, foi composta a música que embalou os sonhos de muitas crianças: “Já é hora de dormir, não espere a mamãe falar. Um bom sonho para você e um alegre despertar”.



Hoje, a CooperTextil produz diversos itens. Além do material para cobertores, os cooperados produzem gazes para uso hospitalar, coletes para policiais e até revestimento interno de aeronaves.






A cooperativa conta com um acervo de máquinas trazidas para o Brasil no início do século passado, de navio, entre elas uma desfibradeira, vinda do Japão, na década de 30, e outra importada da Alemanha Nazista, na década de 40 (as clicadas abaixo fazem parte do acervo geral da cooperativa e têm origem variada).





Segundo o presidente Paulo Roberto Palmeira, “o conjunto vai integrar o Museu da Indústria, um projeto que pretende contar e mostrar um pouco da história industrial da cidade”.


O que muitos não sabem é que esse passeio pelas instalações da antiga Tecelagem Parahyba está aberto para grupos, basta agendar com o Paulo Palmeira pelo telefone: (12) 3921-8477. O endereço principal é a Rua Maceió, 250, Vila Terezinha, mas também se pode acessar os galpões a partir do Parque Roberto Burle Marx. Só não se esqueça da autorização.
*Participaram desta fotorreportagem: Ana Beatriz Mathioli, Ana Carolina de Jesus, Diego Bernardo, Evelyn Santos, Julia Laurindo, Larissa Naiade, Nathalia Leite e Roseni Santos.  




quarta-feira, 19 de outubro de 2016

Um parque, muitas atrações: Espaço 4 patas

Como parte da Oficina de Blog foi desenvolvido um exercício no Parque Roberto Burle Marx (Parque da Cidade), em que os nossos atendidos aplicaram conceitos relacionados a fotografia, fotojornalismo e reportagem estudados nas aulas. A seguir postamos uma das fotorreportagens realizadas. Nas próximas semanas serão publicadas outras matérias que também fazem parte da série “Um parque, muitas atrações”*, na qual adolescentes surdos mostram lugares interessantes para visitar no parque.

Espaço 4 patas
Também conhecido como “Parque Canino”, é um local dentro do Parque da Cidade reservado para quem tem cães, mas não tem espaço para interagir com eles em casa. Lá, as pessoas podem passear, treinar e brincar com seus cachorros nos brinquedos adaptados. A área possui infraestrutura completa, com bebedouro, bancos, “pipi dog” e lixeiras específicas para dejetos dos animais.



Para utilizar o local é preciso seguir algumas regras: apresentar carteira de vacinação do animal e preencher um cadastro na entrada. Os animais precisam estar saudáveis, sem carrapatos ou pulgas. Os cães bravos ou potencialmente perigosos precisam usar coleira, focinheira e guia. Os donos dos cães são responsáveis por tudo o que os animais fizerem dentro do local.
Quem toma conta do local é Cícero Alves, de 44 anos. Ele comenta que "as pessoas gostam muito de vir neste parque porque em casa tem pouco espaço e trazem os cachorros aqui para desestressar''. Aos sábados e domingos, cerca de 280 cães usam o espaço.
Ao chegar e sair do local, o cachorro deve usar coleira e, se necessário, focinheira, além da guia. Não é permitido transitar com os animais no parque.
 O Espaço 4 Patas fica aberto de terça a domingo das 8h às 18h.

*Participaram desta fotorreportagem: Ana Beatriz Mathioli, Ana Carolina de Jesus, Diego Bernardo, Evelyn Santos, Julia Laurindo, Larissa Naiade, Nathalia Leite e Roseni Santos.  

quarta-feira, 12 de outubro de 2016

Dia das Crianças na AADA

Jovens voluntários levam alegria e presentes a crianças da AADA




A manhã desta terça-feira, 11, na Associação de Apoio ao Deficiente Auditivo (AADA), foi simplesmente inesquecível. Na véspera do Dia das Crianças, um grupo de jovens voluntários de uma escola profissionalizante de São José dos Campos resolveu fazer da data uma oportunidade de se aproximar da comunidade surda, especialmente crianças e jovens da instituição, com a distribuição de presentes, doces, sorrisos e afeto. O evento reuniu aproximadamente 35 atendidos, sem contar amigos e familiares.




A iniciativa foi de Erika de Souza Bueno, coordenadora pedagógica da MicroPRO (localizada próximo à AADA, na Avenida São José, 607). “A AADA desenvolve um trabalho muito sério e importante para a cidade, e eu confio muito no olhar das ONGs para o outro, para a sociedade em geral. Eu queria conscientizar os jovens sobre a importância de ajudar o próximo, tira-los da zona de conforto, foi então que decidimos fazer a doação dos presentes”.




Os brinquedos arrecadados durante uma campanha na escola foram carinhosamente separados em sacolas. Cada uma delas trazia o nome de uma criança ou jovem da AADA.




A entrega dos presentes foi feita durante o Momento LIBRAS - para pais e filhos, cujo conteúdo foi especialmente preparado para o Dia da Criança. “É importante ter eventos assim, as crianças ficam mais motivadas para participar das oficinas”, afirma a mãe Jéssica Silva. Para a mãe Edna Maria, ações voluntárias como a dos alunos da MicroPRO, “ajudam a divulgar o trabalho da AADA e incentivam outras pessoas a se tornarem voluntárias”.




Para os estudantes, a doação dos presentes também foi gratificante. “Foi muito legal ter contato com eles. É importante para que nos tornemos profissionais melhores”, disse a jovem Camily Jesus Baptista, 13 anos. A tentativa de comunicação com as crianças surdas fez despertaram o interessa de Tatiane Alves a aprender mais sobre a língua de sinais. “Já tive contato com pessoas surdas, mas nunca tinha conversado. Quero poder aprender mais”, completou.